segunda-feira, 20 de junho de 2011

Minha casa não tem campainha, nem porta, nem cozinha, nem cadeira pra sentar.
A varanda é bem la dentro, as vezes faz um frio tremendo, mas eu vou me acustumar.
Minha casa não tem cheiro bom, arroz ou feijão, lugar pra deitar.
O cachorro ja não late a tempo, sinto que é o vento que deixei pegar.
A minha casa não sabe ser nossa, não tem café ou sopa, só contas a pagar.
o telhado é aonde a lua pousa, noite sim,noite sonsa,sem medo de me despertar
A minha casa tem um pé de couve, no meio um balde velho, uma parede verde.
A vida é pensionato e o dono do maltrato ta sem teto solar.
Mas minha casa é minha, e nessa vidinha, isso deveria bastar.

Voce disse que estava cansado de me procurar,
que eu estava dispersa, fora de qualquer lugar.
Sabe, as coisas mais faceis se encontrar, estão enraizadas sem poder andar.
Eu não tinha um par de assas,mas não tinha cordas nos pés.
Você disse que eu ia cansar e me perder.
eu disse, perca-se comigo, ou sem mim.
eu só não quero ter sempre a certeza de onde achar voce.
se fizer de ti meu pouso, só eu de nós ira viver.
vem ou vai, mas não padeça, mereça o amanhecer.