quinta-feira, 27 de outubro de 2011
criado mudo.
Estou intacta nesse espaço hostil ao lado dos móveis da sala, mais escoro do que decoração. Me sinto intrusa no meu suposto território, nada acolhe, sou uma peça redonda num lego sem cor. Aprendi a levar os dias com indiferneça por aqui, em dias de calor eu até combino com o sofá.
na sala de espera.
Engolindo todos os sapos, guardando todos os retalhos, economizando trapos, fingindo paciência. Esperando pelas chaves, a falta das grades, da mentira como necessidade. Ensaiando os passos, novos espaços, tatos e contatos. Recolhendo pedaços, no silencio, pra não voltar jamais.."
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Serenata
"Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo"
Cecília Meireles
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo"
Cecília Meireles
domingo, 2 de outubro de 2011
Qualquer coisa que se sinta.
La estava eu em todos os espaços da casa, nas ruas, de um lado pro outro fingindo que sabia onde parar as pernas. O silencio é um som assustador, eu passo meu tempo reunindo forças pra dizer algumas coisas, coisas que apenas não sabem se explicar sozinhas, elas precisam de mim, da minha verdade, da minha minúscia..
eu não sei ser minusciosa, eu não tenho detalhes.
La estava eu sentada pela milessima vez no mesmo lugar,
pensando nas mesmas coisas, me jogando contra mim mesma,
latejando em minha mente algumas verdades que eu não queria aceitar.
quando é que essa menina indefesa e insegura vai sair do meu
imaginario particular, rasgar as roupas que me atam como um nó,
onde agente joga o passado quando não quer mais jogar?
estive disposta e aberta, estive criando e recriando mentiras
pra dizer que alguma coisa fazia sentido, quando não fazia..
meus sinais estão repletos de medo, de acumulos, de desconforto,
la estava eu mais uma vez procurando refúgio,
me apoiando em boas pessoas vestidas de muralhas,
preciso jogar essas chaves fora,sair por essa porta
e aprender a deixar coisas pra trás...
não vou me sentir inteira até poder ser...
eu não sei ser minusciosa, eu não tenho detalhes.
La estava eu sentada pela milessima vez no mesmo lugar,
pensando nas mesmas coisas, me jogando contra mim mesma,
latejando em minha mente algumas verdades que eu não queria aceitar.
quando é que essa menina indefesa e insegura vai sair do meu
imaginario particular, rasgar as roupas que me atam como um nó,
onde agente joga o passado quando não quer mais jogar?
estive disposta e aberta, estive criando e recriando mentiras
pra dizer que alguma coisa fazia sentido, quando não fazia..
meus sinais estão repletos de medo, de acumulos, de desconforto,
la estava eu mais uma vez procurando refúgio,
me apoiando em boas pessoas vestidas de muralhas,
preciso jogar essas chaves fora,sair por essa porta
e aprender a deixar coisas pra trás...
não vou me sentir inteira até poder ser...
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