quarta-feira, 21 de setembro de 2011

la.


Era tempo de fazer o que havia me proposto, estava cheia de dogmas, de filmes prontos na minha mente, de roteiros de felicidade, aqueles baseados nos outros, de quem eu só conhecia a carcaça. Era hora, eu sentia, por todos os poros do corpo, sair uma vontade imensa de me encontrar no meio desse imaginário pronto, me perguntava sempre sobre minhas privações, as coisas que não fazia por não me remeterem uma sensação de êxito no fim, das coisas das quais fugia sem perceber, sempre. Da maneira como agia repetidamente em situações parecidas, ou como transformava situações distintas em iguais. Já era hora de colocar minha vida diante dos meus olhos e entender o porquê desses meus passos automatizados, dessa fala repetida, o porquê dessa sensação de girar em círculos, se era inevitável estar inerte a atitudes pragmáticas, então dessa vez, eu iria conhecê-las uma a uma, eu quero entender o porquê de não deixar aquilo que sinto dentro de mim, às vezes, me guiar pela sua vontade, aquilo que ouço quando estou sozinha, quando falo comigo, quando me deixo levar, sem premetidar situações, sem temer intenções, aquilo que pulsa na minha mente, quando me livro do peso que mundo me da.

sábado, 10 de setembro de 2011

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Venho repetindo as mesmas coisas de sempre, seguir o mesmo roteiro é como andar em círculos, só me sinto pronta e segura diante daquilo que já passei, então conduzo tudo que surge pra esse lugar seguro onde me encontro. É como quando você conta uma história já sabendo o final e narra os fatos como se eles fossem peças que se encaixam exatamente para um fim exato, desconsidera o acaso, a falta de propósito que as coisas tem, me sinto pontuando as frases sempre da mesma maneira, da maneira como sei recitá-las.
Quando ela chegou trouxe um pedaço de tudo o que eu já tinha entrado em contato antes, tinha algo a mais, uma facilidade de me representar, de ser eu num corpo fora do meu, eu via seus sorrisos, eram tão meus que eu nem sei como isso podia, mas era assim acontecia comigo. Eu fechei meus pulsos, recolhi as ancoras, fiz jus a minha insegurança, ela chegou cantando alto, como eu costumo fazer quando estou sozinha, ela era tão ela, e tinha tanto amor nos olhos, que , por deus, eu tentei não ver.
Não quero continuar reproduzindo essas mentiras q conto a mim mesmo, eu queria era pará-la em meio as luzes da cidade, pegar seus medos em minhas mãos, dançar na sua pele, perder-me do tempo, deixar que ela se perdesse em mim.
Eu vou chegar e dizer “Eu gosto das cores que você tem, do embalo dos seus ombros sob qualquer canção.” eu vou chegar e dizer que não quero ser invasiva, mas eu estou abrindo todas as portas por algum sinal seu. Eu não queria afasta-la, parecer ingênua, tremula. Eu posso escrever sobre todas as coisas com um sentimento preciso que nunca senti, mas eu não posso escrever assim sobre ela, parece invenção, mas eu sei, não são coisas da minha cabeça.