
Devagar caiu no mundo
pra vagar na superficie
de vagar vagou o mundo
isolou sua presença
na cadencia das fugas
desabitou espelhos
emudeceu os mais sábios conselhos
dos seus deuses sem poder
encorajou seus vícios
desmentiu verdades
cambaleou os muros, arrebentou as grades
sentiu um vazio...
a farsa da liberdade.
De vagar sem pé nem freio
nessa corja de sedentos
sentou-se a beira da morte
e lhe contou alguns segredos
e daquele encontro sutil
voltou se cheia em mãos
e no vermelho da vaidade
daquela boca sem encaixe
marcou o ultimo filtro
subiu com o ultimo trago
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