sábado, 14 de abril de 2012

la.

Aquela rua separava dois extremos,
e no auge da minha ânsia me parei quieta no meio de um equilíbrio imaginável.

- Só não fique como eu, eu não sei mais acreditar...
As chaves, as trancas, os segredos, essas coisas tem me atrasado.
Um atraso ridículo de quem não tem hora, de um alguém que ninguém espera chegar.

Vamos amassar essas coisas alinhadas no seu corpo
deixe-me encher sua mente de porcarias sem conteúdo
de perguntas irônicas, de piadas de auto acusação.

É assim, o caminho exige pés no solo
ele quer seu corpo quente,
Assim como eu.
ele exige sua queda, toda sua rendição...
vamos alcançar o desconcerto de uma orquestra de enlatados
vamos nos enfiar goela a baixo,
vamos ser digeridos,
ou vomitados.

Eu não quero esperar a hora de voltar
nem saber o que acontece do lado de la
estar me induz a devoção
a devoção do momento.
não quero sua mão,
quero ombros, pernas e dentes
A segundos da morte falemos de amor
agora não.
estou cansada.
veja os extremos da rua, é hora de esperar na contramão.

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