Quantas voltas se pode dar através das marcas que esperamos que simbolizem nossa existência.
quanto caminho ha para rodar e perder a noção da vida que se destrói e continua, e cada dia é criança, cada dia é como se fosse a primeira vez. Será o conhecimento arma de uma alma que não acumula, que apenas entra em contato, vê , crê e sabe, mas não se expectora. A cada lapso de percepção profunda que tenho,
me vejo mais burra pro mundo, me sinto mais ineficiente na certeza, ou apenas mais ineficiente na certeza deles. Gostaria de estar em algum lugar que interagisse comigo, gostaria de descansar. E mesmo não tendo vivido nada já sinto
o peso de minha cabeça sobre meu corpo, ja sinto seu duelo, já sinto suas sabotagens.
Que a liberdade não me é nada mais que um bom lugar pra descansar, liberdade é apenas estar ausente de olhos e dedos,
e cuspes na cara, liberdade é, ao que me parece, a capacidade de treinarmos nosso olhar sobre os outros e eles sobre nós,
nada mais justo que nos darmos o direito de desaparecer pro mundo e não ter possibilidades a perder.
Quase senti que foi a minha pessoa que escreveu isso. Até mesmo a melancolia das palavras me parecem mais que apenas um desvaneio.
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