Era assim, aquela coisa tornou-se meus dias da semana,
meu peito jamais sacudido, doía uma dor mundana, fraca e suja.
minha mão escorria pelo pandeiro,
eu era tom dos pés ao peito, minha cabeça se negava.
Eu,tão doce, agora levantava as primeiras pedras do meu demônio
do meu herói que me mataria, do meu vilão a me beijar.
Eu, tão suja, com as mãozinhas pedindo clemencia
imersa no sangue dos ventres da esquina.
botava meu bloco na rua, nua e sozinha
eu ria do leito que me esperava.
Era assim, meu quadril de mulata sucumbia a suspiros.
meu corpo era a fonte da praça, minha alma curvou-se a carne,
meu cálice de vaidade reinava,eu estava amando aquele demônio em mim.
minhas pernas gritavam num nó,um canto para se acordar só.
e o ritmo daquela coisa me tomava, e me domava, e domava o pior que havia em mim.
o gosto da vida escorria-me pela boca,
o pior que havia em mim era o mundo que amarrava meu demônio em roupas
e me fazia pouca, pra tamanha vontade.
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