sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011


Chegou a mim viciado.
Viciado em figurantes de saia e salto.

Me veio assim todo enquadrado.
Enquadrado em molduras de porta retrato.

Pensou que eu fosse um papel de parede,
Sugeriu-me assim um contrato.
Mostrou-me as rédeas do jogo,
Um discurso bonito e um nome assinado.

Vou lhe contar um segredo...
Eu não guardo livros de receitas.
Eu ja joguei as chaves do meu corpo,
Não há leis de ouro por aqui...

Chegou a mim um desses clones, coisa mesmo de revista.
Pena eu ja estar madura, mulher feita.
Sem círculos infinitos.
sem muros no meu mundo supralunar.

Me veio assim tentando encaixe,algo, por de mais, perpétuo
Pena eu ser peça redonda, inteira.
Sem frestas.
Sem fé pra me rodiar.

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