
Estar ali não era o suficiente.
Ou eu, perdida, atendia aos meus próprios sussurros, ou terminaria, mais uma vez, imcompleta.Cedendo a medos comuns de universos desconhecidos, carregando âncoras de um lado para o outro caso esse medo viesse a reinar.Ou supria minha sede ou guardava em punho as poucas certezas que tinha. De pés virados ao porto, mas com a mente no pote de ouro, que eu jurava existir.
Porque é que atravessamos o mar em busca de água?
Porque é que precisamos construir nossos castelos em solo firme? porque não dentro de nós?
o problema era toda aquela sensatez que um dia eu tinha aprendido, era pensar, repensar e me distanciar de cada atitude institiva que eu poderia ter.O medo não era apenas precaução ou um sinal de alerta, o medo era minha obrigação de carregar decisões nas costas, o medo era o sentimento consumado da minha falta de coragem.
De algum modo estava sempre presa em mim, portanto, nunca seria livre, sabia que precisava descubrir que um dia aquelas ausências iriam consumir meus pedaços até que me renderia ao desconhecido.
Não me saber pronta, era não me saber viva.
Estava ali e não era o suficiente.
O difícil era matar o tempo, esperando o dia em que acordaria.
Passava a vida assim sempre sonhando.
tendo medo do desconhecido e contando os dias para que ele me fosse real.
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