voce não tem isso, voce deixa escarpar-se pelos outros, eles se vão, e a culpa é toda sua, e voce sabe que tudo que voce poderia vir a ser se vai com eles e é o reflexo deles, e voce só quer saber de ser voce, engula menina, é dificil mesmo
quando se encontra alguem que lhe diz o quanto voce esta perdida.
Voce não aceita um passo não pensado, eles vão rir de voce o caminho todo de volta.
voce não tem isso, isso que eles carregam, essas pontes, essas coisas erguidas rumo ao céu, voce cria espécies de medo, tricota prazeres solitários, e depois escreve sobre eles com amor, com muito amor, por que eles são tudo que voce tem.
terra, seus joelhos no chão, sua alma tão terrena, mas que não sabe ser quente,
gosto tanto quando voce transborda, quando sinto os ares rodeados de voce
gosto quando esquece em casa suas armaduras enferrujadas
elas te deixam tão distante sabia?
domingo, 6 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
pouca.
Voce é um desastre, é um perigo pra sí mesma, não levas nada, nada adiante.
estás sempre às cegas esperando maravilhas do céu,
sua descrença é mentira, não sabes um só palmo de realidade, tens é medo, ou comodia, tens é falta de iniciativa, tens toda a falta, sem intercalos de consciência,és metade, és manca, e finge que é dança esses rodopios as tontas sem onde parar...
nunca sabes estar onde esta,quer sempre outra realidade que não lhe cobre, pq é infinda, inexistente.
és uma piada menina, és um riso torto de desconfiança...
não vales um grão que comes, não vales os cantos que a cercam,
esta sempre a desejar, sempre a prometer, sempre a esperar,
seus verbos transitam pelos extremos,não tens equilibrio, não tens nada, por não ter a ti mesma.
exagerada, egoísta...
estás sempre a esperar pela vida.
estás sempre às cegas esperando maravilhas do céu,
sua descrença é mentira, não sabes um só palmo de realidade, tens é medo, ou comodia, tens é falta de iniciativa, tens toda a falta, sem intercalos de consciência,és metade, és manca, e finge que é dança esses rodopios as tontas sem onde parar...
nunca sabes estar onde esta,quer sempre outra realidade que não lhe cobre, pq é infinda, inexistente.
és uma piada menina, és um riso torto de desconfiança...
não vales um grão que comes, não vales os cantos que a cercam,
esta sempre a desejar, sempre a prometer, sempre a esperar,
seus verbos transitam pelos extremos,não tens equilibrio, não tens nada, por não ter a ti mesma.
exagerada, egoísta...
estás sempre a esperar pela vida.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
criado mudo.
Estou intacta nesse espaço hostil ao lado dos móveis da sala, mais escoro do que decoração. Me sinto intrusa no meu suposto território, nada acolhe, sou uma peça redonda num lego sem cor. Aprendi a levar os dias com indiferneça por aqui, em dias de calor eu até combino com o sofá.
na sala de espera.
Engolindo todos os sapos, guardando todos os retalhos, economizando trapos, fingindo paciência. Esperando pelas chaves, a falta das grades, da mentira como necessidade. Ensaiando os passos, novos espaços, tatos e contatos. Recolhendo pedaços, no silencio, pra não voltar jamais.."
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Serenata
"Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo"
Cecília Meireles
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo"
Cecília Meireles
domingo, 2 de outubro de 2011
Qualquer coisa que se sinta.
La estava eu em todos os espaços da casa, nas ruas, de um lado pro outro fingindo que sabia onde parar as pernas. O silencio é um som assustador, eu passo meu tempo reunindo forças pra dizer algumas coisas, coisas que apenas não sabem se explicar sozinhas, elas precisam de mim, da minha verdade, da minha minúscia..
eu não sei ser minusciosa, eu não tenho detalhes.
La estava eu sentada pela milessima vez no mesmo lugar,
pensando nas mesmas coisas, me jogando contra mim mesma,
latejando em minha mente algumas verdades que eu não queria aceitar.
quando é que essa menina indefesa e insegura vai sair do meu
imaginario particular, rasgar as roupas que me atam como um nó,
onde agente joga o passado quando não quer mais jogar?
estive disposta e aberta, estive criando e recriando mentiras
pra dizer que alguma coisa fazia sentido, quando não fazia..
meus sinais estão repletos de medo, de acumulos, de desconforto,
la estava eu mais uma vez procurando refúgio,
me apoiando em boas pessoas vestidas de muralhas,
preciso jogar essas chaves fora,sair por essa porta
e aprender a deixar coisas pra trás...
não vou me sentir inteira até poder ser...
eu não sei ser minusciosa, eu não tenho detalhes.
La estava eu sentada pela milessima vez no mesmo lugar,
pensando nas mesmas coisas, me jogando contra mim mesma,
latejando em minha mente algumas verdades que eu não queria aceitar.
quando é que essa menina indefesa e insegura vai sair do meu
imaginario particular, rasgar as roupas que me atam como um nó,
onde agente joga o passado quando não quer mais jogar?
estive disposta e aberta, estive criando e recriando mentiras
pra dizer que alguma coisa fazia sentido, quando não fazia..
meus sinais estão repletos de medo, de acumulos, de desconforto,
la estava eu mais uma vez procurando refúgio,
me apoiando em boas pessoas vestidas de muralhas,
preciso jogar essas chaves fora,sair por essa porta
e aprender a deixar coisas pra trás...
não vou me sentir inteira até poder ser...
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
la.

Era tempo de fazer o que havia me proposto, estava cheia de dogmas, de filmes prontos na minha mente, de roteiros de felicidade, aqueles baseados nos outros, de quem eu só conhecia a carcaça. Era hora, eu sentia, por todos os poros do corpo, sair uma vontade imensa de me encontrar no meio desse imaginário pronto, me perguntava sempre sobre minhas privações, as coisas que não fazia por não me remeterem uma sensação de êxito no fim, das coisas das quais fugia sem perceber, sempre. Da maneira como agia repetidamente em situações parecidas, ou como transformava situações distintas em iguais. Já era hora de colocar minha vida diante dos meus olhos e entender o porquê desses meus passos automatizados, dessa fala repetida, o porquê dessa sensação de girar em círculos, se era inevitável estar inerte a atitudes pragmáticas, então dessa vez, eu iria conhecê-las uma a uma, eu quero entender o porquê de não deixar aquilo que sinto dentro de mim, às vezes, me guiar pela sua vontade, aquilo que ouço quando estou sozinha, quando falo comigo, quando me deixo levar, sem premetidar situações, sem temer intenções, aquilo que pulsa na minha mente, quando me livro do peso que mundo me da.
sábado, 10 de setembro de 2011
....

Venho repetindo as mesmas coisas de sempre, seguir o mesmo roteiro é como andar em círculos, só me sinto pronta e segura diante daquilo que já passei, então conduzo tudo que surge pra esse lugar seguro onde me encontro. É como quando você conta uma história já sabendo o final e narra os fatos como se eles fossem peças que se encaixam exatamente para um fim exato, desconsidera o acaso, a falta de propósito que as coisas tem, me sinto pontuando as frases sempre da mesma maneira, da maneira como sei recitá-las.
Quando ela chegou trouxe um pedaço de tudo o que eu já tinha entrado em contato antes, tinha algo a mais, uma facilidade de me representar, de ser eu num corpo fora do meu, eu via seus sorrisos, eram tão meus que eu nem sei como isso podia, mas era assim acontecia comigo. Eu fechei meus pulsos, recolhi as ancoras, fiz jus a minha insegurança, ela chegou cantando alto, como eu costumo fazer quando estou sozinha, ela era tão ela, e tinha tanto amor nos olhos, que , por deus, eu tentei não ver.
Não quero continuar reproduzindo essas mentiras q conto a mim mesmo, eu queria era pará-la em meio as luzes da cidade, pegar seus medos em minhas mãos, dançar na sua pele, perder-me do tempo, deixar que ela se perdesse em mim.
Eu vou chegar e dizer “Eu gosto das cores que você tem, do embalo dos seus ombros sob qualquer canção.” eu vou chegar e dizer que não quero ser invasiva, mas eu estou abrindo todas as portas por algum sinal seu. Eu não queria afasta-la, parecer ingênua, tremula. Eu posso escrever sobre todas as coisas com um sentimento preciso que nunca senti, mas eu não posso escrever assim sobre ela, parece invenção, mas eu sei, não são coisas da minha cabeça.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Os militantes enchem minha caixa de email!
eu to comprando bolacha sem recheio, pra não engordar...
Vamos discutir o plano de ação!
juro por deus que não é religião, só se voce se curvar..
Comprei shakes e proteínas!
Troquei por nicotina meu velho vicio em chocolate..
Ja tenho uma bandeira erguida!
mais uma dose de tequila e eu to abrindo uma boate..
Geladeira, minha amiga, é invenção do diabo!
minha mãe me deu kiabo mas eu queria requeijão...
Eu to achando esse mundo esquisito!
Aqui, agora só se ganha no grito ,mas não se desliga a televisão..
Sem mais glicose antes que eu vá pra cocaína
mamãe que me despculpe a procastina..
mas regime e revolução, eu começo amanhã...
eu to comprando bolacha sem recheio, pra não engordar...
Vamos discutir o plano de ação!
juro por deus que não é religião, só se voce se curvar..
Comprei shakes e proteínas!
Troquei por nicotina meu velho vicio em chocolate..
Ja tenho uma bandeira erguida!
mais uma dose de tequila e eu to abrindo uma boate..
Geladeira, minha amiga, é invenção do diabo!
minha mãe me deu kiabo mas eu queria requeijão...
Eu to achando esse mundo esquisito!
Aqui, agora só se ganha no grito ,mas não se desliga a televisão..
Sem mais glicose antes que eu vá pra cocaína
mamãe que me despculpe a procastina..
mas regime e revolução, eu começo amanhã...
domingo, 7 de agosto de 2011
Nãofazmaistantosentido.
A medida que entrava naquelas teias de coisas que me eram tão abstratas antes, eu sentia um parte de mim perdendo o encanto, a descoberta tem uma magia em sí, eu sei, mas não sei por que não funcionava comigo dessa vez,a verdade era que não sabia mais o que era descoberta e o que era transformação, se aquilo tudo era um caminho pra algo real, ou era eu absorvendo mais falsas realidades, apenas pintadas com cores diferentes. Eu comecei a sentir falta daqueles rodeios que as frases davam, aquelas voltas que agente dá sem saber pra onde esta indo. Peguei uma linha reta, tirei o pote de ouro do fim do arco-íris, o ser supremo sentado nas nuvens. Da fé é o que sinto menos falta, eu sinto é medo de criar outros deuses em mim, vestidos de verdade. As vezes penso que tudo que criamos pra validar nossa existência não está ai por acaso, existe porque precisa existir, é como encarar o caminho ao topo da montanha, porque o chão era um lugar muito raso, e descubrir que era raso por que no topo da montanha não da mais pra respirar. Um copo meio cheio ou um copo meio vazio? queria não ter o desejo de saber pra que lado correr. Conhecer é abrir os olhos, mas tem coisas que eu não sei se quero ver, foi tanto abrir os olhos que fui me esquecendo de sonhar. Tentei fugir de todos os dogmas que me prendiam, e sem querer fui me prendendo a outros, cada vez mais fortes, porque esses eu desconhecia a existencia, sempre enganando a mim mesmo de que era livre dessa vez. Pensei que encontrasse e deixasse coisas pelo caminho, mas axo que vou acumulando tudo, e uma hora pesa. Esta pesando.
domingo, 31 de julho de 2011
..
Na minha noite induzida, eu quis ficar em casa, mas voce é tão bonita de luzes acesas que eu não soube negar.
Um, dois, tres , quantos cigarros forem necessarios pra acabar com essa sensação de estar passos atras.Esse desespero de perder os seus olhos numa multidão fosca...
Andei por todos os cantos, voce não pode entender como minha pele fica sucetivel a sua presença,estive próxima todos esses dias e o silencio era a unica coisa que havia em comum entre nós..
Bati a cabeça na grade várias e várias vezes, eu estou longe de ser o que costumo ser, eu andei por toda a cidade e quis entrar em todos os carros, eu vi cores se derreterem em lágrimas, eu joguei as garrafas pelo caminho..
eu só queria encontra voce.
Segurar seus pulsos, equilibrar meus braços no seu corpo..
Tem alguns lugares que ainda não fui, pessoas a quem não perguntei, amanhã vou acordar como um documentário de guerra, como o fim de uma sinfonia erronia. E não importa de quantas maneiras eu possa ficar..
não tem mais como acordar sem voce.
Um, dois, tres , quantos cigarros forem necessarios pra acabar com essa sensação de estar passos atras.Esse desespero de perder os seus olhos numa multidão fosca...
Andei por todos os cantos, voce não pode entender como minha pele fica sucetivel a sua presença,estive próxima todos esses dias e o silencio era a unica coisa que havia em comum entre nós..
Bati a cabeça na grade várias e várias vezes, eu estou longe de ser o que costumo ser, eu andei por toda a cidade e quis entrar em todos os carros, eu vi cores se derreterem em lágrimas, eu joguei as garrafas pelo caminho..
eu só queria encontra voce.
Segurar seus pulsos, equilibrar meus braços no seu corpo..
Tem alguns lugares que ainda não fui, pessoas a quem não perguntei, amanhã vou acordar como um documentário de guerra, como o fim de uma sinfonia erronia. E não importa de quantas maneiras eu possa ficar..
não tem mais como acordar sem voce.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
...

Como posso te explicar, as pessoas estão correndo de um lado pro outro como em uma liquidação daquelas lojas de eletrodomésticos, desesperadas atras de tudo, mas elas não sabem do que precisam.
É como um universo paralelo, estou a uns quatro ritmos atrasada e venho chegando com flores e vontade de sentar no chão pra conversar correndo um alto risco de ser pisoteada.
- Vou dizer a verdade sobre minhas intenções- , é isso, todos estão repletos de intenções a sete chaves dentro de sí, um sorriso bem formulado, um orgulho bem construído, isso não e uma crítica, é uma decepção.
Eu joguei todas minhas intenções nas suas mãos essa noite, e é como eu sempre faço com essa luz e esses barulhos que assustam as pessoas, essa vontade de engoli-las e te-las em mim, por que há sempre um lado nelas que mesmo que não possa ser chamado de bom me é agradável. Eu andei assustando muita gente pelo caminho e acho que eles se cansaram de mim. Bom, só estou de passagem, mais um onibus e os passageiros serão outros, o destino será outro, se voce insiste em ser o mesmo, desista, eu temo pela minha consciencia disso.
Eu estou cansada de ouvir que não posso mostrar se quero, se desejo, se tenho fome,
estou cansada de me enfiarem goela a baixo esse jeitinho de saber desfarçar -Não seja legal. -Não demonstre interesse. - Não mostre os medos.
Vou continuar assustando, entregando minha alma nas mãos dos desconhecidos,todo mundo me assusta e tenho aprendido com isso, ser surpreendida,por voce mesmo,dentro de outro corpo...
Não tenho chaves, estou cansada desse medo de peito aberto que as pessoas carregam, deveria ser um desabafo verbal, mas pra cada frase minha eles ja formularam centenas, não posso competir com isso e nem sei se quero.
Um dia estamos as pressas de um lado pro outro pulando pessoas, bucando mercadorias, no outro estamos nas filas, nas colinas da multidão, sozinhos. Mais hora ou menos hora estamos nas pratileiras e então eu me pergunto, quais as verdadeiras intenções agora?
quarta-feira, 13 de julho de 2011
...

Os nomes que lhe dão, as cores que lhe tingem, os termos que lhe empregam, as fronteiras que lhe traçam. E só olhar em volta e então voce reconhece, e ao reconhecer voce conhece, e é o mais doce e o mais amargo sentimento pra se ter. Se ver desarmado e inocente no outro, se ver cheio de alegorias em sí mesmo. A unica coisa que eu carrego como certeza: de nada se livra pelo caminho.
domingo, 3 de julho de 2011

Desligue essa cafeteira barulhenta! To cansada dessas coisas que tomam meu tempo. Voce ja não deveria ter ido embora?
Desculpa, ou não, eu não sei se vale a pena viver pedindo desculpas, mas gritar talvez não seja a melhor solução toda vez, não é?
Voce não deveria ter durmido aqui.Voce me faz pensar em coisas eternas e eu não gosto de ter que pensar nisso.
Raízes são eternas...É o que me encanta nas árvores, é o que voce nunca vai entender
Elas não podem sair dali, nunca.Elas levantam casas, atrapalham avenidas, presas a espera do sol...
voce nunca vai entender, e eu tbm não espero que entenda,essa coisa de ter que ser compreendido todo tempo, é exigir de mais...
É exigir que alguem lhe de respostas sobre perguntas que nem voce sabe se formulou.
Mas ainda axo que não foi uma boa idéia voce ter ficado por aqui...
minha garganta começa a querer dizer tanta coisa,que eu não sei, mas as vezes eu axo que voce ouve , mesmo eu escondendo tudo.
voce sorri como se eu fosse uma tentativa fracassada, como se se eu tentasse levantar, cairia imatura no chão.
As vezes eu penso...Que diabos voce fez com minha coordenação?
E essa sensação de eterno! eu quero acabar com voce..
somos instantes!
somos pedaços de nada vagando por ai, pensando saber o próximo passo.
somos instantes!
por que voce faz parecer que não é assim?
Olha, pega suas coisas e desliga essa cafeteira infernal, vou sair, ver denovo as coisas se esvaindo a cada segundo, sentir na pele a efemeridade da vida. Só pra me lembrar que essa sensação que voce me causa é pura cafonisse urbana, é mal de solteiros em apartamento, vendo carros paassarem.
Vou tomar um ar, uma ou duas doses, sentir meu instante de vida correr por mim pra te desenraizar daqui.
somos instantes, porra!
Vou sair, antes que eu me acostume com o barulho da cafeteira, antes que eu levante casas, atrapalhe avenidas e fique presa a espera do sol.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Derrepente...

Devo confessar. estava perdida, dessa vez não havia roteiro pronto que eu pudesse culpar, nem atalho errado pra eu tentar escapar. Pensei por varias vezes sobre não me deixar levar, minha liberdade não livre que seguia as rédeas da minha propria consciência.
Sabe, quando começo a escrever rodeando idéias, procurando um nexo excessivo tentando ser objetiva, seca. Sou eu tentando esconder as bobagens que estou disposta a dizer. Largar pelo caminho frases de efeito, cheias de açucar, cantarolar bobagens e cafonisses. Sou eu tentando me deixar fora de uma esfera que quando aparece tem pravo de validade, e o fim? ele mostra que não podemos controlar tudo, que quando sua liberdade se redime em suas escolhas ela não é sua,por que voce vem sendo um pouco de todo mundo a muito tempo.
Se dar conta disso é saber exatamente da falta de poder sobre voce mesmo.
É ter que encarar os percursos tortos, infâmes, ridículos, efêmeros..
aceitar que hoje sim, amanhã talvez. É ter que encarar que voce está do lado de fora de suas escolhas na maior parte do tempo.
Minha liberdade toda minha que pensa existir.
Ai,derrepente,encontro um par de olhos no caminho e dou risada de mim..
como é tão fácil se prender.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Minha casa não tem campainha, nem porta, nem cozinha, nem cadeira pra sentar.
A varanda é bem la dentro, as vezes faz um frio tremendo, mas eu vou me acustumar.
Minha casa não tem cheiro bom, arroz ou feijão, lugar pra deitar.
O cachorro ja não late a tempo, sinto que é o vento que deixei pegar.
A minha casa não sabe ser nossa, não tem café ou sopa, só contas a pagar.
o telhado é aonde a lua pousa, noite sim,noite sonsa,sem medo de me despertar
A minha casa tem um pé de couve, no meio um balde velho, uma parede verde.
A vida é pensionato e o dono do maltrato ta sem teto solar.
Mas minha casa é minha, e nessa vidinha, isso deveria bastar.
A varanda é bem la dentro, as vezes faz um frio tremendo, mas eu vou me acustumar.
Minha casa não tem cheiro bom, arroz ou feijão, lugar pra deitar.
O cachorro ja não late a tempo, sinto que é o vento que deixei pegar.
A minha casa não sabe ser nossa, não tem café ou sopa, só contas a pagar.
o telhado é aonde a lua pousa, noite sim,noite sonsa,sem medo de me despertar
A minha casa tem um pé de couve, no meio um balde velho, uma parede verde.
A vida é pensionato e o dono do maltrato ta sem teto solar.
Mas minha casa é minha, e nessa vidinha, isso deveria bastar.

Voce disse que estava cansado de me procurar,
que eu estava dispersa, fora de qualquer lugar.
Sabe, as coisas mais faceis se encontrar, estão enraizadas sem poder andar.
Eu não tinha um par de assas,mas não tinha cordas nos pés.
Você disse que eu ia cansar e me perder.
eu disse, perca-se comigo, ou sem mim.
eu só não quero ter sempre a certeza de onde achar voce.
se fizer de ti meu pouso, só eu de nós ira viver.
vem ou vai, mas não padeça, mereça o amanhecer.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Fé, força, pé no chão.

Estando são ou não
fé, força, pé no chão
dia a dia,dia de repartição
fé, força, repetição.
Quis eu, quis tanto, mas não quis não
tinha dito, tinha visto, tive não.
anda anda e só repete: pé no chão!
desce aqui, aperta o sino, chama o cão.
Oh deus, só me repetem:
sonho não, sonho não!
nenhum sonho, meio pão
a cavalaria vem e diz:
samba não, samba não!
se é que gente do passo quente, sei que vive mais contente
eu não.
Estando são ou não
Na roleta, na máquina, na estação
dia a dia, comida fria, insolação
terço a terço e me convenso
fé,
força,
pé no chão!
Quis eu, quis tanto, tive não.
de manhã, de meio dia,de alma e coração
oh deus eles só me dizem: sei não , sei não.
to desistindo,to pedindo, chama o cão!
Estando são ou não
dia de sol,insolação.
ando ando, sambo não
esquece o cão senhor, esquece o cão
terço a terço, repetição.
quis de mais.
perdão, perdão.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Sina.
"(...)Consideras-te a ti mesma um espírito livre, selvagem, e aterroriza-te pensar que alguém possa meter-te numa gaiola. Bem, querida, já estás numa gaiola e foste tu mesma que a construiste. E encontra-la onde quer que vás, porque não importa para onde fujas, acabas sempre por fugir em direcção a ti mesma."
Boneca de Luxo
Boneca de Luxo
quarta-feira, 13 de abril de 2011

Depois de pular sobre seus discos antigos,ver o velho blues jogado no tapete da sala, pensei em sussurar que havia trazido café, ou apenas mentir sobre minha presença.
Estava rodeada das suas camisas sem botões e todas aquelas paredes imundas, queria não gostar,mas aqueles sinos ridículos na porta ficavam me anunciando e vc sorria da minha falta de jeito,de léxico, de coordenação, de tudo que me era tomado no seu habitat.
Deixei minhas coisas do lado daquela televisão, a qual nunca vi utilidade, as vezes apoiava um ou outro copo, creio que nem tomada tinha, creio que nada ali precisasse de energia, a menos voce, de toda a minha.
Nem foi preciso ensaiar a fala, seus olhos cobriram meu corpo de respostas, enquanto eu havia matado todo meu tempo pensando quais seriam as perguntas.
As vezes eu penso qual o pior de nós, eu chegando assim a essa hora da manhã, ou voce no meu lençol com essas meias sujas e essas garrafas a fio, querendo tombar, iriam querer sumir dali,aposto, se pudesse ver seu estado.
Foi um rápido lance na minha mente, entre nós entrando na porta,cintilantes e irradiados, bêbados, famintos, um do outro, ambos de sí. É, eu me achava tanto em voce, procurava por mim em todas suas partes, achava.
Foi um rápido momento de lembrança, meu disco do Noel que vc achava ridículo, meus chaveiros barulhentos, sua voz de manhã,nós de manhã, sem amanhã.
Passados os flashs ri da sua cara, e daquela barba, seila a quanto tempo nem ao menos via o espelho, ri daquelas pernas agora tão sozinhas sem as minhas, ri de mim, agora tão sozinha sem elas.
Essas teorias de independência enchem os olhos tanto quanto assustam, não sei quem era melhor nisso,nem sei como durou tanto essa nossa suficiência.
Olhei pra ele mais uma vez, e para acabar com essa mania que começara fui em direção a porta. É,dei derrepente pra escrever coisas tolas, cheias de açúcar, cheias de falta, cheias e cheias.
Vou ver um noticiário, reler meus textos de política, trocar o café pelo chá, jogar fora os troféis de sinuca,nós eramos bons,verdade.
Vou fechar essa porta e cantarolar pelas escadas.
Ridículas pernas que se movem querendo ficar.
Essa vida de ciclos, e eu ja estava cheia de vicios pra te aturar como um ciclo vicioso.O bom era não termos bem algum em comum, nada q nos unisse assim materialmente, só aquele encaixe instântaneo,aquele encaixe assimétrico.
vou te deixar uns cigarros - eu disse-
me ligue se não precisar.
Se precisar, me encontre.
Até logo - ele disse.
Até eu precisar de ar- resmunguei.

Olha só. A liberdade me deu asas, mas levou meu telhado.
Eu tinha um chão, uma varanda e ainda assim quis tentar.
Depois disso me dispus a soar mais grave, a equilibrar minhas doses, fazer menos pra ser mais. Olha só. Eu não grito mais pq aprendi que o mundo é surdo, e dói, dói a garganta, arde o peito, desce veloz a dor da indiferença.
Mas, se voce canta! Ah se voce canta! o mundo abraça espinhos pensando ser flor.
Eu vou usar meu dom de ser mulher, meio tendendo ao desconcerto,
eu vou cantar um samba toda noite. Se voce quiser ficar,
puxa um cadeira, mas dure a noite toda pra depois eu me enconstar,
ou então vá que aprendi a ser inteira, mesmo sem telhado ou chão ,
não sei ser de uma só frequencia, meu lar é qualquer canção.
domingo, 10 de abril de 2011

Ninguem quer ouvir seus meios de se fazer único,seus medos ou suas incertezas.
É de amor que eles querem falar.De fés inabaláveis e histórias cinderelescas,aquilo que os levem de sí para algo promissor,para um futuro em que se veem envoltos em um sentimento,envoltos e livres.
Quanta incoerência.
Deve ser por isso que se escreve melhor o que não se sente,
o ato anula qualquer explicação.Mas, quando se tem os olhos cheios e o coração vazio, voce se deixa as mãos da mente, que sempre sabe se guiar sozinha, mesmo que o caminho seja apenas miragem.
É de amor, ou paixão, ou esse terno conflito que querem pra sí.
E eu, que nunca soube sentir a dois, fui ficando encostada naquilo que criei, na minha idéia de suficiencia.
Ópio doce.
Ah meu deus!Onde é que voce se enfiou dentro de mim que eu não te acho?
Por que é que derrepente teu desenho abstrato virou fumaça?
Onde é que voce se esconde que eu to as tontas vagando e vendo a fé destruindo caminhos.
Onde é que eu guardei o sonho que eu usava de travesseiro?
o meu ópio doce que me humanizava.
Ah meu Deus! Porque que eu não creio mais nessas frases de efeito?
Me faz entender essa sua ineficiência.
Será que cegaram seus olhos de luz?
Ta todo mundo dizendo que voce me é necessário,
que esse desconcerto todo é parte do seu plano.
Me faz um favor,
Avisa essa massa que não tem cavalaria,
que voce é minha mente tentando não dialogar sozinha.
Estou criando um de voce em mim.
menos arcaico, pálido e intocável.
quando estiver pronto vou guardar para apenas os meus males,
Mas eu prometo, Oh deus, que esse vai existir, nem que seja só em mim.
Por que é que derrepente teu desenho abstrato virou fumaça?
Onde é que voce se esconde que eu to as tontas vagando e vendo a fé destruindo caminhos.
Onde é que eu guardei o sonho que eu usava de travesseiro?
o meu ópio doce que me humanizava.
Ah meu Deus! Porque que eu não creio mais nessas frases de efeito?
Me faz entender essa sua ineficiência.
Será que cegaram seus olhos de luz?
Ta todo mundo dizendo que voce me é necessário,
que esse desconcerto todo é parte do seu plano.
Me faz um favor,
Avisa essa massa que não tem cavalaria,
que voce é minha mente tentando não dialogar sozinha.
Estou criando um de voce em mim.
menos arcaico, pálido e intocável.
quando estiver pronto vou guardar para apenas os meus males,
Mas eu prometo, Oh deus, que esse vai existir, nem que seja só em mim.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Ingênuo não é quem imagina, é quem não vê.

Em nossas mãos todas as possibilidades de descubrir aquilo que nos é vendado a princípio. Em nossas mentes toda luz da tolerância; Uma faísca de temor por precaução; Todas, muitas e muitas, infinitas dúvidas lindas e intermináveis. Em nosso próximo, em nosso meio, todas as respostas, não mais, nem mais além. Em nossos olhos a ausência de vendas, e aquele que vê tem por obrigação presentear os outros com as cores da vida. Em nossos ossos um pouco de história, em nossos relatos um pouco de heroísmo, mas em nossas heranças naturais toda a nossa sensibilidade - ou a falta dela-. Em nossas palavras,sutaques;Em nossas próles, cores; Em nossas músicas, cultura; Em nossos Eus, nós.
Não menos de sí. Só um pouco mais de nós.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
...

Não sentia-se presa dessa vez,
era como se enfim fosse dona de sí.
Esperava pela sorte que tirara,
mas que não vinha pela ausência de fé que tinha.
Era ela e suas frases de cabeceira,
pertencia ao seu café, suas pastas e teorias,
aquilo era o conforto o qual chamara, liberdade.
Parecia triste ,mas não,ela amava as pessoas e suas vertentes.
Estava sempre pronta a dividir o banco,
o sofá...
os desejos...
Pela primeira vez só dependia de seus sentidos,
o gosto de poder escolher era apenas o necessário.
Ainda havia aqueles arrepios, frios e sensações tonteantes..
mas dessa vez ela desistiu de controla-los,
viu o prazer de ser quem a tanto tempo o medo lhe impedia.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Sem chaves.

Encherga meus inteiros como metades,diz ter sempre algo a ser dito do qual voce me acusa de ocultar.Tentei jogar de todas as maneiras que me eram lícitas, e te entender foi um parte do meu plano, a qual eu falhei.
Ao menos que eu grite que não há nada em minha mente pronto a ser dito que eu ja não tenha lhe mostrado,voce não vai escutar.
Mas,só me deixe sozinha quando eu disser que não posso lhe dar minhas chaves simplismente porque elas não existem.
Você procura como um louco um manual ou um tipo de mapa, quando não há tesouros perdidos aqui.
Talvez não aceite que sou tudo o que vê, porque é pouco, é pouco
a ser visto.
Devo confessar que tem um compartimento abaixo das certezas,esse sim eu reluto em mostrar,mas é meu, é tão meu que é só intenção..
E se entrares na minha mente,
pegares tudo que foi pensado e sentido,
sei e sabes....
que nem assim me teras inteira em mãos,
pois eu também sou aquilo que temo,
que temo pensar, que temo sentir...
pois sou também o frio que não me deixa ousar.
e isso ainda tem um grande poder sobre mim.
Deveria me deixar soar mais simples, sem as interjeições que acrescenta as minhas frases,sem essa vontade de ouvir alguem que voce pensa estar aqui atrás.
Não tenho talento pra conquistas e tudo o que tenho precisa ser dosado, sei que um dia findará e talvez eu perca o gosto ou me perca de mim.
sem subentendidos só haveria uma interpretação.
eu não suportaria ser uma só.
preciso dos erros.
são minhas possibilidades.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Chegou a mim viciado.
Viciado em figurantes de saia e salto.
Me veio assim todo enquadrado.
Enquadrado em molduras de porta retrato.
Pensou que eu fosse um papel de parede,
Sugeriu-me assim um contrato.
Mostrou-me as rédeas do jogo,
Um discurso bonito e um nome assinado.
Vou lhe contar um segredo...
Eu não guardo livros de receitas.
Eu ja joguei as chaves do meu corpo,
Não há leis de ouro por aqui...
Chegou a mim um desses clones, coisa mesmo de revista.
Pena eu ja estar madura, mulher feita.
Sem círculos infinitos.
sem muros no meu mundo supralunar.
Me veio assim tentando encaixe,algo, por de mais, perpétuo
Pena eu ser peça redonda, inteira.
Sem frestas.
Sem fé pra me rodiar.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Desequilíbrio.
A porta tende a fechar, a chuva tende a cair;
O adeus tende a gritar quando o medo tende a surgir.
O mundo tende a rodar, o silêncio tende a dizer;
Eu tendo a me calar quando tudo tende a você.
O amor tende ao descontrole, a loucura tende a nascer;
O equilíbrio não me visita, eu sou quem me faz tender;
Tendo dor tendo a me fechar, tendo amor tendo a lhe prender;
Minha pressa tende a errar, tendo eu a perder você.”
O adeus tende a gritar quando o medo tende a surgir.
O mundo tende a rodar, o silêncio tende a dizer;
Eu tendo a me calar quando tudo tende a você.
O amor tende ao descontrole, a loucura tende a nascer;
O equilíbrio não me visita, eu sou quem me faz tender;
Tendo dor tendo a me fechar, tendo amor tendo a lhe prender;
Minha pressa tende a errar, tendo eu a perder você.”
Nos olhos.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
ouve?
A quanto tempo não deixo as pretenções de lado,desligo minha mente e deixo com que as palavras surjam sem medo de serem ouvidas, sem pressa pra fazerem sentido.
Tem algo desconcertante que preciso acreditar ser comum a muitos.
Tem algo que inquieta aquelas partes do meu dia em que eu deveria me doar ao mundo, deixar um pouco de ser sozinha.
A quanto tempo não combino acordes por puro prazer e não pra vende-los em uma letra vazia.Apenas para guarda-los nessa caixa empueirada que se tornou minha memória.
Lembro-me dos gostos que as coisas tinham quando sentir era apenas entrar em contato e deixar cada póro, cada tecido, fazer a sua parte.
Lembro me de quando sentir não levava nada em consideração.
Lembro bem, acho que era criança.
A felicidade ainda cheirava a poeira.
Os medos sumiam de luzes acesas.
Eu durmia e acordava sempre inteira.
Tinha um mundo nas mãos.
O mundo cobra coisas que nunca seremos capazes de pagar.
Mas,o maior vilão de mim se encontra aqui,querendo maquiar meus traços e minhas cicatrizes,que sempre foram tão minhas, tão eu.
Querendo me adaptar a uma prateleira fria, cheia de holofotes,cheia de falsa vida. Aqui! dentro de mim, tentando contornar o que eu sou,redimir minha alma em verdades concretas.
Quero o cheiro da terra que tinha em meus pés quando eu não sabia me calçar.Quero ver as manhãs que essa cortina me esconde.
Dei pra imaginar coisas que sentia,assim, tão simplismente.
Quero meu medo do escuro pra ser minha maior razão de chorar.
Me quero de volta, sem essas coisas que carrego que não são minhas.
A cada passo, em cada canto, acretitavam que eu suportaria,que todos suportariam carregar sonhos e planos alheios, trejeitos e vontades que se acomodam sozinhos em cima das costas.
Não quero mais esse peso em mim.
Quando foi que eu desisti de escolher?
quando foi que eu me deixei convencer?
Que tudo igual era mais bonito, mais fácil de fazer retoques,de manter em ordem, de pacificar.Onde foi que eu me deixei vender, porque eu me quero de volta e sei que a um preço a pagar.
Fui habitada por um ser, por um mundo de seres.
Fui anfitriã feliz da minha própria falsidade.
Tive o mundo nas mãos, quando me cabia.
Prometendo-me menos dor deixei que trocassem-me os sentidos pela razão.
E, derrepente o medo que me fazia tão menina, virou precaução.
A falta de luz era certeza da solidão, que embora havia virado força,no fundo ainda fazia doer.
Meus amores viraram papéis. A alegria apenas distração.
Me vi sem sede, cor ou sequer intimidade.
Minhas palavras não viravam mais poesia.
meus acordes não viraravam mais canção...
Preciso,denovo, me ouvir soar.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Antevasin.

Estar ali não era o suficiente.
Ou eu, perdida, atendia aos meus próprios sussurros, ou terminaria, mais uma vez, imcompleta.Cedendo a medos comuns de universos desconhecidos, carregando âncoras de um lado para o outro caso esse medo viesse a reinar.Ou supria minha sede ou guardava em punho as poucas certezas que tinha. De pés virados ao porto, mas com a mente no pote de ouro, que eu jurava existir.
Porque é que atravessamos o mar em busca de água?
Porque é que precisamos construir nossos castelos em solo firme? porque não dentro de nós?
o problema era toda aquela sensatez que um dia eu tinha aprendido, era pensar, repensar e me distanciar de cada atitude institiva que eu poderia ter.O medo não era apenas precaução ou um sinal de alerta, o medo era minha obrigação de carregar decisões nas costas, o medo era o sentimento consumado da minha falta de coragem.
De algum modo estava sempre presa em mim, portanto, nunca seria livre, sabia que precisava descubrir que um dia aquelas ausências iriam consumir meus pedaços até que me renderia ao desconhecido.
Não me saber pronta, era não me saber viva.
Estava ali e não era o suficiente.
O difícil era matar o tempo, esperando o dia em que acordaria.
Passava a vida assim sempre sonhando.
tendo medo do desconhecido e contando os dias para que ele me fosse real.
sábado, 12 de fevereiro de 2011

De que me valia aquela beleza desafiadora?
Que rodeava meus olhos, dançava sobre minhas pálpebras,
Torturava lentamente pequenos pedaços meus.
Porque me ocorria tanta vontade? tanta fuga, tanto medo de mim.
Acredite quando eu digo: há certa injustiça nos seus gestos,
Acredite, eu poderia não dormir mais, no decorrer das horas,
Das falas, da sala, escura, focada, apagando meus desejos,
Fracionando meus pensamentos.
Acredite.Não me vale nada, como tudo que não tem razão de ser,
Não vale o feixe de luz que ,pela fresta da porta, anuncia tua ida.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O pó.

Não foi um milagre viver. Minha mente queria criar encantos, algo que justifica-se aquela dor. Nós nunca pensamos sobre o amor quando ele existe de fato, entre a idealização e a perda, o que há de mais concreto se perde.Agora sim eu podia entender por que tanta fé sem razão, eu podia me ver apegada ao nada se aquilo fizesse o torpor passar, se me dissese que sim, que nada iria acabar, não por ali, não daquela maneira. Não foi uma dádiva ou um castigo. Era apenas o fim que tanto tememos, sem fogo, sem dor,era apenas o nada. E entre todas nossas tentativas de nos carregarmos pra longe da nossa condição humana, os sentidos ardem e atingem nossa razão.E todos os limites que se estabeleceram na minha mente me abandonaram, mal sabia eu que ainda achava isso tudo tão eterno.La estava eu, humanizada, sem teorias, sem argumentos, totalmente sujeita ao amor, totalmente presa em mim.Não querendo olhar tudo daquele modo efêmero,não querendo aceitar a insignificância.
A parte de um todo manco,
só mais um na imensidão do sol,
o grão de sal perdido na água,
a fé dissolvida na olheira fria.
um deslize nos traços polares,
o infinito que termina no sonho,
um terço do fim, o começo do grito.
Uma faísca viva
um relógio
o pó.
O sol acordou a menina.

Crescia assim desvairadamente,
Não como menina que quer vir a ser mulher,
era uma deusa tentando sair, tentando abrir os olhos e dizer:
- Venha sol! voce não me cega, voce não me queima!
Era o som das batidas na porta,de dentro pra fora, dizendo:
-Abre! Abre que a alma grita, larga o laço de fita,
porque querem te vender.
Era absurdamente ávido, impossível de ser ignorado,
era eu saindo pelos poros, pelos medos,
pela boca,pela fresta da tua mala.
Era eu sendo uma louca por que crescera assim tão derrepente.
Eu era corroendo fechaduras porque me achava aprisionada,
por tudo, por nada.
Não como uma mulher que segura sua saia,
Era uma viajante, se entupindo de verdades, de filosofias inventadas,
era uma amante sem cumplice;
um acorde descompassado;
era a menina com desejo;
era o medo da mulher.
Foto: Cindy Sherman.
Minha parte involuntária.

Rodeava meus cachos de cereja,
Sentia cheiros, que nem sei se eu tinha,
Roçava a barba no meu terno seio,
Em desvaneios me dobrava a lingua.
Pele limpa, minha parte involuntária,
Doce cheiro da tua lavanda,
Eu perdida em sinestesias, e tu que rias sem contar-me o fato.
Ora meu, Ora em mim,
Mal sabia eu achar as minhas pernas,
Teus entrelaços nas minhas almas,
Porque eu, ja me tripartira.
Tuas vontades nas minhas vontades,
eramos um em muitas sintonias,
era o ardor, a paz aflita,
era o amor, ou o que eu pensava que seria.
Um pedaço de Clarice em mim.

"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
Clarice!
Do que a mulher é feita que se destingue tanto? Clarice! Quantas clarices perdidas pelo mundo ainda mantém a força na solidão, ainda aprendem com a primavera a se deixar cortar para voltarem sempre inteiras, e não querem a terrível limitação de viver apenas o que é passivel de fazer sentido. Onde estão as Clarices que querem uma verdade inventada! que acreditam em anjos, e por isso, eles existem. Eu comecei a ver a força que as palavras tem, quando comecei a ler Clarice.Sentimentos revelados, faces e facetas de um só mulher, que em segundo são várias.
Eu acho que dentro de cada mulher existe uma Clarice,ou melhor, Milhares de Clarices, querendo sair! Não querendo apenas permissão para gritar, mas querendo não ter que ser permitida. Porque o desejo feminino sempre é velado, contido, e incrivelmente, por nós mesmas, porque dizer o que sente e pensa é sempre dar ao outro direito de julgar. Aprendemos desde cedo a não ser Clarice, a não deixar que os desejos aflorem, que as cicatrizes apareçam, que igualdades se evidenciem.
As vezes me pergunto se tudo que faço se refere a mim, ou ao que os outros irão dizer, ou se o que vou escrever vai agradar, ou se vão me dar o direito de dizer, e quer saber, é tudo um grande medo, é tudo insegurança, porque por mais idealista que voce seja nenhum ego aguenta ser afetado, eu gostumo pensar que é a parte mais fraca de nós, a vaidade, e é exatamente esse medo do ego ferido que as vezes me faz jogar foras as Clarices em mim pra ser a Julieta, a Camélia, a Poliana, Pra me vender numa imagem bonita , porque no fundo eu também quero ser comprada.
Deve ser porisso que a literatura feminina- como é chamada- é tão dificil de ser compreendida, porque a contradição existe, porque isso é real.É gritar : Olha só,eu quero liberdade, voce vê? Eu quero me desacorrentar, mas tenho medo de ir contra a natureza. Olhá só, eu tenho medo de sentir falta dela.
Não quero ter minhas asas podadas, não quero que me entupam com um cálice de moralidade, Não quero decorar uma manual lendário, nem que esperem de mim o que não existe, porque simplismente não nasceu comigo.Eu quero ser Clarice quando eu bem entender, sem dar satisfações, sem ouvir que fujo a regra, porque se existe exceção, sinto muito, não existe regra.
Eu quero me contradizer. O que fazemos aqui se não buscar a perfeição? Eu acho que as mulheres só querem a liberdade de saber quem são, e talvez até descubram que são realmente como os clássicos pintavam, comos os romanticos idealizavam, mas só querem descubrir por sí mesmas.
Porque como ela mesmo diria "O que importa afinal, viver ou saber que se está vivendo?"
Poder dizer "Escuta: eu te deixo ser, deixa-me ser então"
E se conhecer.
"...entre as aleluias e as agonias de ser..."
Caso alguém queira saber.
Não sou boa com números,frases-feitas e com morais de história.
Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável.
Finjo a mim mesma o impossível.
Meu coração é livre, mesmo tendo amado tanto.
Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa.
Palavras que nunca dormem.
Chega mais perto, preciso ser tocada, preciso existir, nem que seja só pra mim.
Ando guardando muitas coisas e sempre o medo de perde-las.
Tenho o sossego dentro da bolsa e um par de asas que nunca deixo.
As vezes, quando é tarde da noite, eu viajo.
E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui.
Ontem, eu perdi um sonho.
Era tarde e acordei chorando, logo eu, que adoro sorrir...
Mas não tem nada não. Bonito mesmo é essa coisa da vida:
um dia, quando menos se espera, a gente se supera.
E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.
Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável.
Finjo a mim mesma o impossível.
Meu coração é livre, mesmo tendo amado tanto.
Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa.
Palavras que nunca dormem.
Chega mais perto, preciso ser tocada, preciso existir, nem que seja só pra mim.
Ando guardando muitas coisas e sempre o medo de perde-las.
Tenho o sossego dentro da bolsa e um par de asas que nunca deixo.
As vezes, quando é tarde da noite, eu viajo.
E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui.
Ontem, eu perdi um sonho.
Era tarde e acordei chorando, logo eu, que adoro sorrir...
Mas não tem nada não. Bonito mesmo é essa coisa da vida:
um dia, quando menos se espera, a gente se supera.
E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.
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